É possível reduzir o risco de Alzheimer? Há diversos medicamentos que ajudam a controlar a Doença de Alzheimer, reforçando certos neurotransmissores no cérebro. Neste momento, ainda não há nada que podemos fazer para parar a progressão da doença ou para reverter seus efeitos devastadores.
Mas algumas práticas ajudam a Reduzir o Risco de desenvolver a doença. Continue a leitura e saiba mais.
Reduzir o Risco de Alzheimer
“O Alzheimer pode começar a se desenvolver no cérebro até 20 anos antes que alguém comece a apresentar os sintomas típicos da doença. Não há cura definitiva para o Alzheimer. Este fato é responsável por um novo diagnóstico a cada 67 segundos nos EUA, de acordo com a Associação de Alzheimer. E a menos que seja encontrada uma cura, esse número saltará para um diagnóstico a cada 33 segundos no ano de 2050”, afirma o neurologistaWillian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.
Mais pesquisas são necessárias antes que os peritos científicos possam definitivamente dizer que estratégias preventivas são úteis. “No entanto, há coisas que podemos fazer agora para promover o envelhecimento saudável do cérebro que podem reduzir os fatores de risco para desenvolver a Doença de Alzheimer”, observa o médico.
Medidas Preventivas
Ao identificar e controlar seus fatores de risco pessoais, e ao levar um estilo de vida saudável para o cérebro, você pode maximizar suas chances de uma boa saúde cerebral por toda a vida e preservar suas habilidades cognitivas. Essas etapas podem prevenir os sintomas da Doença de Alzheimer e retardar o processo de deterioração.
Alzheimer é uma doença complexa com múltiplos fatores de risco. Alguns, como sua idade e genética, estão fora de seu controle. No entanto, existem alguns pilares para um estilo de vida saudável para o cérebro que estão sob seu controle:
Uma dieta saudável para o cérebro: uma dieta saudável pode promover um funcionamento mais saudável do cérebro. De acordo com a Associação de Alzheimer, devemos manter um peso saudável, fazer uma dieta baixa em gorduras saturadas e incluir frutas e legumes com folhas escuras, como couve e brócolis. Peixes de água fria e algumas nozes são boas opções também. “Tente limitar ou evitar lanches e alimentos com alto teor de açúcar; como mostra a pesquisa, lanches açucarados e refrigerantes podem reduzir a função cerebral. Mantenha essas dicas em mente enquanto prepara as refeições”, recomenda o neurologista;
Faça exercícios físicos todos os dias: além de aumentar a sensação de bem-estar e de reduzir o estresse, há inúmeros benefícios advindos dos exercícios, como a redução da depressão e uma melhora no sistema cardiovascular. O cérebro também se beneficia enormemente dos exercícios físicos. Com cada batida do coração, o cérebro recebe até 20% do fluxo de sangue, o que mantém o oxigênio e outros nutrientes num nível ideal. Estudos têm mostrado que o cérebro de mulheres idosas, com comprometimento cognitivo leve, que se exercitam regularmente, apresenta um aumento no tamanho do hipocampo, parte do cérebro que atua como um sistema de arquivamento para novas informações ou o lugar onde novas memórias começam a se formar. “Como aqueles com comprometimento cognitivo leve têm um risco aumentado de desenvolver a Doença de Alzheimer, esta medida faz uma grande diferença. Lembre-se: a saúde do coração é igual a saúde do cérebro”, destaca o médico;
Administre o estresse: Nas aulas de Biologia, aprendemos sobre a resposta de luta ou fuga, e como o cérebro e o corpo reagem ao estresse mental. “Quando liberado, o hormônio do estresse cortisol tem um impacto negativo sobre o cérebro. Estudos mostram que o estresse pode alterar a estrutura e os caminhos do cérebro para a conectividade, causando o encolhimento do hipocampo, estrutura fundamental para a memória. Encontre válvulas para canalizar o estresse: uma caminhada diária, um banho de espuma, uma meditação rotineira… Sempre podemos encontrar uma maneira de acalmar a mente e reduzir os efeitos colaterais nocivos do estresse”, orienta Dr. Willian Rezende do Carmo;
Mantenha-se informado: o cérebro conta com mais de 100 bilhões de neurônios, e de acordo com os neurocientistas, mesmo o cérebro das pessoas idosas ainda podem formar novas vias neurais, reforçando assim a sua infraestrutura mental. “Quanto mais uma pessoa aprende ou pratica algo novo, com níveis crescentes de dificuldade ou de desafio, mais forte se torna a rede neural”, explica o neurologista;
Proteja o cérebro: além de aprendizagem contínua, que é muito importante, concentre-se em proteger o seu cérebro. Enquanto algumas pessoas que sofreram ferimentos graves na cabeça nunca desenvolvem a Doença de Alzheimer, outros tipos de ferimentos na cabeça podem aumentar o risco de desenvolver demência mais tarde na vida. Segundo a Clínica Mayo, aqueles que tiveram uma lesão grave na cabeça que lhes “tiraram do ar” por mais de 24 horas parecem ter um risco maior de desenvolver futura demência. Um traumatismo craniano que provoca inconsciência durante mais de 30 minutos, mas inferior a 24 horas, também parece aumentar o risco numa menor extensão. “Assim, use sempre o cinto de segurança quando você estiver andando de carro. Se você aderiu às bicicletas e às ciclovias, use sempre capacete. Em esportes de contato: use capacete de segurança também”, orienta o médico.
Os especialistas agora acreditam que o risco de Alzheimer não se limita à velhice, mas na verdade pode começar no cérebro muito antes de os sintomas serem detectados, geralmente na meia-idade. Isso significa que nunca é cedo para começar a cuidar da saúde do seu cérebro.
Quanto mais você fortalecer cada um dos pilares em sua vida diária, por mais tempo – e mais forte – seu cérebro continuará funcionando e mais provavelmente você será capaz de reduzir o risco de desenvolver Alzheimer ou outra demência.
Artigo Publicado em: 28 de set de 2015 e Atualizado em: 26 de jan de 2021
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Memória / Alzheimer
A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável e progressiva. A maioria das vítimas são pessoas idosas. A doença apresenta sintomas como perda de funções executivas e cognitivas (como a memória), causada pela morte de células cerebrais. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas existentes, retardando a evolução da doença. Os tratamentos indicados são divididos em farmacológicos e os não-farmacológicos.
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