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AVC, Alzheimer e Epilepsia – Saiba quais Podem ser os Principais Remédios

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: AVC, Conteúdos, Epilepsia, Memória / Alzheimer

Publicado: 10 de setembro de 2024

AVC, Alzheimer e Epilepsia. Do ponto de vista neurológico, quando levamos em consideração o AVC (acidente vascular cerebral), a DA (Doença de Alzheimer) e a Epilepsia, existem alguns Principais Remédios que podem ser indicados.

Principais Remédios Neurológicos para AVC, Alzheimer e Epilepsia

Para AVC, Alzheimer e Epilepsia, em relação à consulta com um médico especialista em Neurologia, existem alguns remédios que podem ser mais indicados aos pacientes.

Medicamentos para AVC

AVC é uma das doenças mais importantes da Neurologia, extremamente comum, responsável por causar um grau de incapacidade alto e afetar tanto a vida do paciente quanto das pessoas do seu convívio.

Podendo ser hemorrágico ou isquêmico – quando o êmbolo entope o vaso e a pessoa não recebe sangue no cérebro –, existem outros tipos, como de hipoperfusão, microcirculação, baixa oxigenação etc.

No entanto, os principais quadros envolvem os isquêmicos, em que é fundamental prevenir a formação de trombos e coágulos, que tendem a ser formados em diversas áreas do corpo, especialmente no coração e nas paredes dos vasos. E para isso destacam-se como principais remédios:

Anticoagulantes

Entre os anticoagulantes estão a varfarina, que dificulta a coagulação, mas pode aumentar o risco de sangramentos espontâneos. Assim como inibe a atividade da vitamina K, que controla o processo de coagulação do sangue, mas depende de uma boa alimentação.

Além disso, foram desenvolvidos outros anticoagulantes para prevenção de AVC, com melhor controle da coagulação, seguros, que não necessitam de controle especial, independem de alimentação e exames, como apixabana, dabigatran e rivaroxabano, com contam com apresentações de comprimidos, tomada única ou duas vezes ao dia.

Antiagregantes Plaquetários

  • AAS: a aspirina, ou o ácido acetilsalicílico, é um anti-inflamatório indicado para qualquer pequeno AVC, desinflamando a pessoa e diminuindo o efeito de agregação plaquetária, porém, pode provocar gastrite;
  • Clopidogrel: tem grande eficácia e é bem tolerado, mas é contraindicado para quem tem mutação genética porque não tem efeito.

Antivasoespasmo

Além disso, entre os principais remédios tem os antivasoespasmos, que são comumente utilizados quando a pessoa tem um AVC hemorrágico – em que o sangue extrapola o espaço externo do cérebro, que é a subaracnoide – e os vasos podem ficar contraídos, que é o nimodipino, um bloqueador de canal de cálcio que diminui a quantidade de espasmos ou contratura das artérias cerebrais.

Igualmente é um tipo que tende a melhorar a abertura dos vasos e circulação pela região cerebral, mas é fundamentalmente um anti-espasmódico dos vasos cerebrais, o que acaba afetando e ajudando em diversos outros aspectos.

Principais Remédios para Doença de Alzheimer

Entre os principais remédios para Alzheimer e demência estão os anticolinesterásicos, principal opção para tratar os sintomas da DA, proporcionando um estímulo aos neurônios restantes, melhorando a utilização dos recursos presentes no cérebro.

Devido ao fato de aumentar a acetilcolina em diferentes áreas do corpo, acaba causando diversos efeitos colaterais, como no tubo digestivo, como náusea, perda do apetite, vômitos e diarreia, por exemplo.

  • Donepezila: tem em forma oral, até 10 mg;
  • Galantamina: apresenta a mesma lógica de pontos positivos e efeitos colaterais, mas com benefício na questão de demência vascular ou mista (Alzheimer com demência vascular);
  • Rivastigmina: conta com apresentações orais, em forma de comprimido e adesivos, sendo que esta última diminui o efeito colateral gastrointestinal.

São medicamentos que devem ser introduzidos na fase inicial ou moderada da Doença de Alzheimer, ou qualquer fase, desde que sejam os primeiros e depois algum medicamento para fase moderada em diante, que é antagonista de NMDA, para evitar a neurotoxicidade, o aumento da taxa de morte dos neurônios e a evolução da própria DA.

Principais Medicamentos para Epilepsia

No caso da epilepsia, um grupo de patologias que tem diversas manifestações, além da crise convulsiva, como crises parciais, alteração do comportamento ou da cognição, temos uma gama de fármacos anticonvulsivantes atualmente, que é voltado para impedir que a pessoa tenha crise epiléptica no ‘eletro’ e clinicamente.

Fármacos de Primeira Geração

Os fármacos de primeira geração são os mais antigos, por terem sido desenvolvidos primeiro e serem amplamente utilizados, tais como:

  • Ácido valproico: uma alternativa para casos envolvendo associação, tem nas formas de liberação estendida (de 12h em 12h ou uma vez ao dia), imediata (a cada 6 ou 8 horas) e apresentações de divalproato de sódio, atuando tanto em crises generalizadas quanto focais, tem amplo espectro, podendo cobrir diversos tipos de crise epiléptica. Entretanto, pode causar hepatotoxicidade, queda de cabelo, espinhas, ganho de peso, alteração hormonal, teratogênese;
  • Carbamazepina: voltada para controle de crises, igualmente provoca sonolência, queda de pressão e lentificação do raciocínio, por exemplo;
  • Fenitoína: talvez o fármaco mais utilizado em hospitais no Brasil, porque foi, por muitos anos, o principal anticonvulsivante para tratamento endovenoso e de Pronto-Socorro, sendo potente para controlar crises, mas pode provocar hipotensão, intoxicação, distúrbios do movimento, dificuldade na visão, ataxia e arritmia;
  • Fenobarbital: eficaz em controlar crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas, com crise grande e forte. Entretanto, proporciona um efeito de sedação elevado, em que o paciente apresenta sonolência, fica mais sedado, e pode interagir com demais medicamentos que igualmente causam sedação.

Fármacos de Segunda Geração

Entre os fármacos de segunda geração para crises convulsivas estão:

  • Gabapentina e Pregabalina: são utilizadas para crises convulsivas, generalizadas e focais, desde que em doses altas, mas podem provocar efeito sedativo. Igualmente são indicadas para prevenir dor e ansiedade, mas com possibilidade de terem como efeitos colaterais intestino preso, edema, aumento de apetite e sonolência;
  • Levetiracetam: destinado às crises generalizadas, focais, pequenas, grandes, simples, complexas, tem em forma de comprimidos, suspensão oral, xarope e venosa, tende a ser bem tolerado, mas pode piorar depressão e ideação suicida;
  • Lamotrigina: é indicada para crises focais, com generalização, crises parciais e outros tipos, costuma ser indicada para idosos, mas precisa ser feita com titulação lenta, porque facilmente causa alergia e a síndrome de Stevens-Johnson, em que a pessoa tem uma alergia cutânea que provoca feridas. Pode ser com doses de 200 mg, duas vezes ao dia ou 400 mg por dia;
  • Oxcarbazepina: uma evolução da carbamazepina, é um anticonvulsivante potente e indicado para diversos tipos de crises, desde generalizadas, como crises focais;
  • Topiramato: é um antiepiléptico destinado às crises convulsivas mais específicas, porém, pode reduzir apetite, dar cálculo renal, parestesias, alterações de sensação no corpo e memória, e afetar a parte comportamental.

Fármacos de Terceira Geração

Entre os fármacos de terceira geração estão:

  • Lacosamida: é de amplo espectro e análoga à fenitoína evoluída, sendo indicada para crises refratárias, seja sozinha ou em associação;
  • Brivaracetam: uma evolução do levetiracetam, principalmente em relação à questão da tendência ao suicídio e às alterações psiquiátrias.

Medicamentos Anticonvulsivantes com Demais Funções

Dos principais remédios neurológicos anticonvulsivantes com outras funções destacam-se:

Ácido valproico: igualmente é indicado como estabilizador de humor e para prevenir enxaquecas;
Carbamazepina: assim como é destinada para neuralgia do trigêmeo e fins psiquiátricos, estabilizar humor e alguns transtornos de agressividade;
Clobazam: ajuda a controlar crises convulsivas, especialmente noturnas, ao atuar como medicamento adjuvante, porém, é conhecido por dar sono;
Clonazepam: ideal para crises mioclônicas, mas com efeito sedativo;
Gabapentina e Pregabalina: utilizadas para estabilizar o sono e tratamento de dor neuropática, ansiedade e fibromialgia;
Lamotrigina: tem efeitos antidepressivo e de estabilizar humor;
Topiramato: voltado para compulsões, enxaqueca e tipos de dor, como cefaleia em salva, e estabilizar o humor, mesmo afetando o comportamento.

Apesar da disposição dos medicamentos conforme cada condição, essas listas não dispensam a consulta com um médico especialista em Neurologia, que pode contar com o suporte de uma equipe multidisciplinar, para indicar os medicamentos ideais para cada paciente, de acordo com o estágio da condição, sua saúde geral e realidade cotidiana, por isso, agende a sua consulta!

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AVC

Popularmente conhecido como AVC, o Acidente Vascular Cerebral pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito, causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Dividido em dois subtipos, isquêmico e hemorrágico, o AVC pode ser evitado com a prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável, abandono dos hábitos de fumar e ingerir álcool frequentemente.

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